No julgamento da Ficha Limpa II – Os ônibus do Roriz
Eu falei um pouquinho do Roriz no outro post. Quem não é de Brasília conhece alguma coisa dele, por conta dos sete meses que o cidadão passou no Senado antes de renunciar por causa de uns lances aí com uma bezerra e muito dinheiro. Sete meses de um mandato de oito anos, diga-se. Mas, retomando o raciocínio, quem não é de Brasília pode não conhecer tudo.
A bem da verdade, nem eu conheço. Sei que ele loteou o DF pra ter seu curralzinho eleitoral e bateu a carteira do BRB, o Banco de Brasília. Mas me basta saber que o Roriz é a coisa mais próxima que se pode ter no mundo real do Odorico Paraguaçu – não só pelo jeito de falar, mas pelas práticas, claro. E uma delas, a que motiva este post, é que ele paga pessoas pra irem apoiá-lo nos eventos. Dá uns cobres e o vale-piquete, que inclui transporte, lanchinho e material de militância. Muita gente faz isso, eu sei.
Eu tive a oportunidade de presenciar um pouco disso ontem, na Praça dos Três Poderes. Vi quatro ônibus, das empresas Planeta e São José, chegando ao local recheados de rorizistas com bandeiras e camisetas (isso em três – o quarto estava vazio e tinha cartazes e fitas azuis). Em um dos ônibus a turma tinha colado pôsteres. Perguntei pra dois organizadores como eles tinham conseguido aqueles ônibus. Eles falaram que era “doação”, sem explicar de quem. Um dos caras-de-pau teve a pachorra de falar que ali era todo mundo “aluno”.
Não sei se a Secretaria de Transportes pode cancelar o contrato que tem com essas duas empresas. Deveria. Tirar ônibus de circulação em plena quarta-feira pra transportar os bate-paus financiados do Roriz é de doer.
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